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03 Setembro 2011
Por Nicolau Centeio
Giovanni Mendes é uma jóia rara do futebol da ilha do Fogo e de Cabo Verde. Aos 16 anos, este menino do bairro de Santa Filomena, cidade de São Filipe, sonha grande: quer um dia brilhar sobre os relvados de um dos colossos do futebol mundial, como o Benfica ou o Barcelona.
O seu sonho é ser jogador de futebol profissional. Confiante nas suas qualidades, Giovanni coloca bem alta a fasquia: quer um dia jogar pelo Benfica. Se não der será no Barcelona. Mas como sabe que para alcançar o seu sonho tem de trabalhar muito, desde já prepara-se para suar o maior número de camisolas que puder. Para isso, sabe que tem de começar a construir a sua carreira em outros clubes. Em todo o mundo há uma grande quantidade de jovens/adolescentes que são apaixonados por algum desporto. Mas como o futebol não há outra: independentemente da equipa – seja ela Botafogo, Mindelense, Sporting da Praia…Benfica, FCPorto, Real Madrid ou Barcelona, o desporto-rei suscita uma paixão avassaladora.
A de Giovanni despertou por incentivo da mãe, amigos e familiares próximos. Mas acima de tudo, a grande inspiração do “puto maravilha” vem do avô Simão Mendes, “Papá de Socorro”, que foi um dos mais temidos pontas-de-lança cabo-verdianos, nas décadas de 70 e 80.
É dele também que Giovanni recebe as primeiras instruções antes de disputar qualquer partida. Ao LANCE, o futebolista prodígio confessa o orgulho que sente ao ser associado àquele que foi o melhor jogador da ilha do Fogo de todos os tempos. “Papá fala comigo todos os dias antes dos jogos. É a pessoa que mais me motiva e acredita na minha carreira futebolística”, declara Giovanni.
Giovanni tem acolhido rasgados elogios pela qualidade e talento que apresenta em campo. Já recebeu propostas de clubes locais e das outras ilhas, mas não se comprometeu com nenhum. É que, dentro em breve, viajará para os Estados Unidos, onde pretende singrar na carreira futebolística ao mais alto nível.
Para Mário Barbosa, treinador da equipa de Bornefonden, “Giovanni é um dos melhores jogadores na categoria sub-17, se não o melhor”. É “um atleta tecnicista e tacticamente muito forte, um jogador que constrói jogadas, marca golos e dá para marcar”, enumera Barbosa que tem a esperança de ver Giovanni na selecção de Cabo Verde.
E para Giovanni jogar ao mais alto nível – no seu país ou no estrangeiro –considera o treinador do Bornefonden, só lhe falta o apoio de um clube cabo-verdiano de referência. Tal como aconteceu com Zé Luís, o internacional cabo-verdiano hoje no Sporting Clube de Braga, cuja ida a Portugal foi intermediada pelo Batuque de S. Vicente.
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